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Sobre o desenvolvimento de jogos personalizados

A criação de jogos personalizados para clientes começa com o entendimento das necessidades daquele produto ou ação, a cultura organizacional e o tipo de público que o dono do projeto quer atingir. Essas informações afetam todo o processo de criação de um jogo. Da dinâmica de jogabilidade, passando pela definição de componentes, design gráfico, levantamento da aplicação e cadência de evento.

Sabemos que isso é meio óbvio, mas o óbvio precisa ser dito, principalmente quando não é aplicado.

Aqui, na Game Maker, recebemos diversos pedidos de criação de jogos para uso em treinamentos, onboarding, reforço de vendas, team building e outras atividades corporativas. Muitas vezes o cliente trata esse processo como a escolha de um brinde ou material de suporte de treinamentos.

É o processo esperado. Os profissionais organizadores imaginam que os participantes ao receber, no fim de um treinamento, o enxoval corporativo (camiseta, mochila, caderno, caneta, garrafa squeeze), um jogo com a cara da empresa, estes irão ficar super-felizes e mais engajados nos valores corporativos. Certo? Certo? Pois bem! Quando um jogo é entregue sem entendimento das demandas dos funcionários ou da intenção dos treinamentos, vira só mais um item, um potencial peso de papel.

Os elementos lúdicos (sejam jogos de tabuleiro, baralhos, dinâmicas ou atividades) funcionam melhor quando fecham partes de um workshop ou treinamento. Se o cliente está aplicando um treinamento de permacultura para uma comunidade de produtores agrícolas familiares, mais que focar na aplicação do jogo, é fundamental decidir quando eles será aplicado. Esta análise desses momentos precisa ser feito com várias mãos: o time de game design, os aplicadores do jogo e os clientes. Neste exemplo, um quadro que acompanharia as tarefas durante o treinamento poderá ser atualizado a cada dia, mostrando o progresso de cada grupo de agricultores.

Após definirmos o quando (ou “quandos”, no caso de multi-atividades), o próximo passo é definir o quê. “Rodar” um jogo de tabuleiro pode ser extremamente eficaz numa dinâmica onde a concentração e a cooperação são pedidas. Já contamos nesse blogue de um caso de treinamento de altos executivos de uma empresa global. O uso do props casou perfeitamente com uma série de palestras, aproveitando um momentum de imersão como ferramenta perfeitamente desenhada. Talvez um jogo de cartas, um escape room, ou uma atividade de interpretação de papéis não tivessem o mesmo resultado.

O como é a resolução de todos esses pontos. É o alinhamento final desses momentos e precisa estar perfeitamente desenhado com os objetivos finais. É onde mora o encantamento e engajamento real do evento.

Esses pontos não devem ser solucionados sozinhos. Nem os profissionais que identificam a demanda, nem os game designers. Por mais que estes consigam acelerar o desenvolvimento e os modelos de resolução, os profissionais demandantes (mais conhecidos como clientes) darão o volume da necessidade e sua importância.


Não há solução pronta, de gaveta, para essas situações.


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